domingo, 27 de fevereiro de 2011

DEUSA HÉCATE... AQUELA DO MEU E-MAIL!

Hécate é uma divindade, filha dos titãs Perses e Astéria. Hécate, em grego, significa "a distante" (embora alguns atribuam a origem do nome à palavra egípcia Hekat que significaria "Todo o poder", já que supostamente Hécate teria se originado em mitos do sudoeste asiático que fora assimilada para a religião greco-romana mais tarde) mas era conhecida como a mais próxima de nós, pois se acreditava que, nas noites de lua nova, ela aparecia com sua horrível matilha de cachorros fantasmas diante dos viajantes que por ali cruzavam. Ela enviava aos humanos os terrores noturnos e aparições de fantasmas espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas em suas vertentes mais terríveis e obscuras. Era associada a Ártemis, mas havia a diferença de que Ártemis representava a luz lunar e o esplendor da noite. Também era associada à deusa Perséfone, a rainha dos infernos, lugar onde Hécate vivia.
Dada a relação entre os feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da Antiga Grécia lhe faziam oferendas com cachorros e cordeiros negros no final de cada lua nova. Era representada com três corpos e três cabeças, ou um corpo e três cabeças. Levava sobre a testa o crescente lunar (tiara chamada de pollos), uma ou duas tochas nas mãos e com serpentes enroladas em seu pescoço. Os romanos assimilaram Hécate à Trívia, deusa das encruzilhadas, embora a relação dada entre ambas não seja tão perfeita como em outros casos da mitologia. Os marinheiros consideravam-na sua deusa titular e pediam-lhe que lhes assegurasse boas travessias. Hécate era uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha.
Hécate se uniu primeiramente com Fórcis e foi mãe do monstro Cila e depois com Aestes, de quem gerou a feiticeira Circe. Em outros mitos, Cila era uma ninfa que foi transformada por Circe num monstro marinho. O cipreste estava associado a Hécate. Seus animais eram os cachorros, lobos e ovelhas negras. Suas três faces simbolizam a virgem, a mãe e a senhora. Ela transmite o poder de olhar para três direcções ao mesmo tempo. Esta deusa sugere que algo no passado está amarrando o presente e prejudicando planos futuros.
Com o fim do matriarcado na Grécia, Hécate se tornou a senhora dos ritos e da magia negra. As três faces passaram a simbolizar seu poder sobre o mundo subterrâneo, onde morava, ajudando à deusa Perséfone a julgar os mortos; a terra, onde rondava nas luas novas; o mar, onde tinha seus casos de amor. Esse tríplice poder de Hécate é comparável ao tríplice domínio sobre o mar, a terra e o céu.
Nos mitos, seu papel foi sempre secundário. Participou da Titanomaquia ao lado de Zeus, ajudou Deméter a procurar sua filha Perséfone quando esta foi raptada por Hades e combateu Hércules quando ele tentou enfrentar Cérbero, seu cão de companhia no mundo subterrâneo.

78 direitos negados aos Homoafetivos

01. Não podem se casar.

02. Não têm reconhecida a união estável.

03. Não adotam sobrenome do parceiro.

04. Não podem somar renda para aprovar financiamentos.

05. Não somam renda para alugar imóvel.

06. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público.

07. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde.

08. Não participam de programas do Estado vinculados à família.

09. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência.

10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido.

11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside.

12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.

13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.

14. Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge.

15. Não adotam filhos em conjunto.

16. Não podem adotar o filho da parceira.

17. Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira.

18. Não têm licença maternidade ou paternidade se o parceiro adota um filho.

19. Não recebem abono-família.

20. Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro.

21. Não recebem auxílio-funeral.

22. Não podem ser inventariantes do parceiro falecido.

23. Não têm direito à herança.

24. Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre.

25. Não têm usufruto dos bens do parceiro.

26. Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime.

27. Não têm direito à visita íntima na prisão.

28. Não acompanham a parceira no parto.

29. Não podem autorizar cirurgia de risco.

30. Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz.

31. Não podem declarar o parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR).

32. Não fazem declaração conjunta do IR.

33. Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro.

34. Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro.

35. Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros.

36. Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios.

37. Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família.

38. Não têm direito real de habitação, decorrente da união (art.1831 CC).

39. Não têm direito de converter união estável em casamento.

40. Não têm direito a exercer a administração da família quando do desaparecimento do companheiro (art.1570 CC).

41. Não têm direito à indispensabilidade do consentimento quando da alienação ou gravar de ônus reais bens imóveis ou alienar direitos reais (art.235 CC).

42. Não têm direito a formal dissolução da sociedade conjugal, resguardada pela lei.

43. Não têm direito a exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos na hipótese do companheiro falecido (art.12, Par. Único, CC).

44. Não têm direito a proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente (art.20 CC).

45. Não têm direito a posse do bem do companheiro ausente (art.30, par. 2º CC).

46. Não têm direito a deixar de correr prazo de prescrição durante a união (art,197, I, CC).

47. Não têm direito a anular a doação do companheiro adúltero a seu cúmplice (art.550, CC).

48. Não têm direito a revogar a doação, por ingratidão, quando o companheiro for o ofendido (art.558, CC).

49. Não têm direito a proteção legal que determina que o companheiro deve declarar interessa na preservação de sua vida, na hipótese de seguro de vida (art.790, parág. Único).

50. Não têm direito a figurar como beneficiário do prêmio do seguro na falta de indicação de beneficiário (art.792, CC).

51. Não têm direito de incluir o companheiro nas necessidades de sua família para exercício do direito de uso da coisa e perceber os seus frutos (art.1412, par. 2º, CC).

52. Não têm direito de remir o imóvel hipotecado, oferecendo o valor da avaliação, até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação (art.1482 CC).

53. Não têm direito a ser considerado aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade (art.1595 CC).

54. Não têm direito a demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro (art.1641, IV CC).

55. Não têm direito a reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante (art.1641, V CC).

56. Não têm direito a garantia da exigência da autorização do outro, para salvaguardar os bens comuns, nas hipóteses previstas no artigo 1647 do CC.

57. Não têm direito a gerir os bens comuns e os do companheiro, nem alienar bens comuns e/ou alienar imóveis comuns e os móveis e imóveis do companheiro, quando este não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe (art.1651 do CC).

58. Não têm direito, caso esteja na posse dos bens particular do companheiro, a ser responsável como depositário, nem usufrutuário (se o rendimento for comum), tampouco procurador (se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar) – (art.1652 CC).

59. Não têm direito a escolher o regime de bens que deseja que regule em sua união.

60. Não têm direito a assistência alimentar (art.1694 CC).

61. Não têm direito a instituir parte de bens, por escritura, como bem de família (art.1711 CC).

62. Não têm direito a promover a interdição do companheiro (art.1768, II CC).

63. Não têm direito a isenção de prestação de contas na qualidade de curadora do companheiro (art,1783 CC).

64. Não têm direito de excluir herdeiro legítimo da sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter sido autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso, ou tentativa deste contra seu companheiro (art.1814, I CC).

65. Não têm direito de excluir um herdeiro legítimo de sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter incorrido em crime contra a honra de seu companheiro (art.1814, II CC).

66. Não têm direito a Ordem da Vocação Hereditária na sucessão legítima (art.1829 CC).

67. Não têm direito a concorrer a herança com os pais do companheiro, na falta de descendentes destes (1836 CC).

68. Não têm direito ser deferida a sucessão por inteiro ao companheiro sobrevivente, na falta de descendentes e ascendentes do companheiro falecido (art.1838 CC).

69. Não têm direito a ser considerado herdeiro “necessário” do companheiro (art.1845 CC).

70. Não têm direito a remoção/transferência de servidor público sob justificativa da absoluta prioridade do direito à convivência familiar (art.226 e 227 da CF) com companheiro.

71. Não têm direito a transferência obrigatória de seu companheiro estudante, entre universidades, previstas na Lei 8112/90, no caso, ser servidor público federal civil ou militar estudante ou dependente do servidor.

72. Não têm direito a licença para acompanhar companheiro quando for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex-officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

73. Não têm direito a receber os eventuais direitos de férias e outros benefícios do vínculo empregatício se o companheiro falecer.

74. Não têm direito ao DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não), no caso de morte do companheiro em acidente com veículos.

75. Não têm direito a licença gala, quando o trabalhador for celebrar sua união, podendo deixar de comparecer ao serviço, pelo prazo três dias (art.473, II da CLT) e se professor, período de nove dias (§ 3º., do art. 320 da CLT) .

76. Não têm direito, de oferecer queixa ou de prosseguir na ação penal, caso o companheiro seja o ofendido e morra ou seja declarado ausente (art.100 § 4º CP).

77. Não têm direito as inúmeras previsões criminais que agravam ou aumentam a pena contra os crimes praticados contra o seu companheiro.

78. Não têm direito a isenção de pena no caso do crime contra o patrimônio praticado pelo companheiro (art.181 CP) e nem na hipótese do auxílio a subtrair-se a ação da autoridade policial (art.348 § 2º CP).

 

 

Nosso Lar recebe os resgatados na tragédia do Rio - Psicografia

Na madrugada de 12 de janeiro de 2011, o mentor Bartolomeu levou-me para um enorme pavilhão.
Logo na entrada, junto de uma grande porta que estava aberta, ele pediu para ficarmos em silêncio, observando.
- Charles, vamos ficar aqui; em silêncio. Essa é uma das equipes socorristas de Nosso Lar. Estão se preparando para iniciar as atividades.
No pavilhão de teto elevado e todo pintado de branco, estavam diversas entidades reunidas em oração. Todas elas estavam trajando uniformes em comum. Calça, camisa de manga longa e sapatos na cor branca e com um colete de tecido fino na cor azul celeste. O colete tinha uma cruz branca na parte da frente e na parte de traz. Algumas daquelas entidades também tinham uma cobertura, na cor branca, sobre a cabeça, dando a entender de que se tratava de enfermeiros e médicos.
Todos eles estavam reunidos em três círculos, um dentro do outro, sendo que todos que compunham os círculos estavam de pé, com as mãos dadas e de cabeça baixa. Ali estavam umas duzentas entidades. No meio do círculo menor haviam, empilhadas, diversas macas colocadas no chão, junto com diversas garrafas com água. Também havia lençóis e estruturas de canos metálicos empilhados.
Uma entidade puxava a oração e os demais seguiam em coro. Depois que terminou a oração ela passou a tecer orientações.
-Minhas Irmãs e meus Irmãos. Hoje teremos mais um importante momento de resgate aos nossos queridos na Terra. Todos já sabem o que devem fazer e a quem devem socorrer.  Sob o amparo de nosso Pai, não pouparemos esforços para socorrer e acalmar nossos queridos que deixarão hoje a carne. Acolham amorosamente.
Assim, todos nossos queridos poderão se sentir em segurança. Aos nossos socorristas que assumiram a missão de fazer companhia aos irmãos que ficarão soterrados até a chegada dos benfeitores encarnados, peço que aproximem suas mãos no coração desses queridos e estimulem que orem ao Pai. Orem junto com eles. Estabeleçam o conforto necessário até o momento em que esses queridos poderão ser resgatados pelos irmãos terrenos.
No exato momento que a entidade terminou de falar, ouviu-se um som que veio do alto do pavilhão, semelhante ao som de uma tuba. Do teto, uma chuva de purpurina prateada começou a cair sobre todos. Ela se dissolvia ao tocar nas entidades e ao chegar ao chão.
Nisso, a mesma entidade orientou sobre o momento chegado.
- Irmãs e Irmãos, os Anjos Celestiais de nosso Pai dão o sinal e nos abençoam. Nossos trabalhos devem começar.   Temos um pouco mais de cinco minutos para nos dirigirmos  às posições já designadas. Vamos em paz.
Imediatamente, com uma sincronia perfeita e com extrema organização, as entidades passaram a pegar macas e garrafas com água e sair do pavilhão, até nele ficar somente eu e Bartolomeu.
- Charles, hoje estamos aqui para assistir os trabalhos de resgate da Espiritualidade. Está para iniciar desencarnes em massa no Rio de Janeiro. E esse Centro de Resgate receberá muitos dos que deixarão a Terra nesta madrugada. Aqui, todos receberão os primeiros atendimentos necessários. Depois os resgatados serão levados para a Cidade Espiritual Nosso Lar.
- Porque não levam direto para Nosso Lar?
- Meu Irmão, quando o trabalho se refere às situações de resgate, é necessário um momento de atendimento e preparação.  Nossos Irmãos e Irmãs merecem, primeiramente, o conforto imediato. Assim será diminuído o impacto da mudança em seus corações.
Ficamos ali na porta conversando por uns dez minutos. Foi quando vi alguns enfermeiros subindo a rua, em direção ao pavilhão. Traziam duas pessoas em macas. Outras três vinham caminhando, acompanhada de enfermeiras.
As pessoas trazidas estavam molhadas e sujas de barro. Eles entraram no pavilhão. Ali os integrantes das equipes socorristas passaram a montar as estruturas metálicas e isolar com cortinas os recém-chegados.
Bartolomeu percebeu minha curiosidade e explicou a situação.
- As equipes estão realizando o atendimento aos resgatados.
  São montadas as estruturas metálicas e colocadas as cortinas para que os socorristas limpem e troquem as roupas dos resgatados. Assim eles não sentirão constrangimentos diante dos demais irmãos que estão presentes.
As estruturas eram montadas em fila, ao longo da extensão da parede.Pude ver uma cortina ser aberta. A maca virou uma cama. Sentada nela estava um senhor já todo limpo e seco, vestindo uma roupa branca. Um dos enfermeiros se afastou, levando a roupa que estava suja e molhada. Outro enfermeiro conversava com aquele senhor, sendo que lhe dava um copo com água para ele beber.
A chegada de socorristas era intermitente. A cada cinco ou dez minutos entravam no pavilhão dois ou três recém-chegados.
Chegavam pessoas de todas as idades. Algumas traziam animais domésticos; cães e gatos.
Nesses casos, logo na entrada, os enfermeiros recolhiam esses animais e levavam para outra parte externa do pavilhão. Num dos casos envolvendo uma criança que chegou caminhando e que tinha um cachorrinho nos braços, um dos enfermeiros pediu para lhe dar o cãozinho. Ele disse para a criança que o mesmo seria tratado na ala dos animais e que depois ela poderia buscar o cãozinho.
Nós ficamos ali, observando as atividades, por aproximadamente duas horas. Depois desse tempo Bartolomeu disse para descermos.
- Charles, vamos descer. É importante que conheças um pouco sobre as atividades de resgate e amparo realizadas em campo.
Saímos do pavilhão e andamos por uma rua pavimentada e iluminada que tinha uma extensão de cinquenta metros. Ela era em descida. O trecho em diante já era no escuro. Porém, a escuridão não era intensa. Logo passei a ouvir o barulho de cachoeira e de chuva. Também passei a sentir o cheiro bem característico da chuva. Descemos por estreitas trilhas montadas em mata, como se ali fossem picadas recentemente abertas. Apesar de estarmos andando pela chuva e em meio a tudo molhado. Notei que eu e Bartolomeu não ficávamos molhados.Logo vi, por sobre os escombros de casas, sobre amontoados de lama, diversas equipes socorristas realizando o trabalho de resgate.
Apesar da escuridão, as roupas das equipes socorristas eram fosforescentes. O brilho da roupa montava um cenário onde os socorristas pareciam estrelas movendo-se na escuridão. O brilho facilitava a visualização pelos resgatados.Ficamos caminhando e observando toda a atividade de resgate.
Depois de algum tempo, chegamos próximos aos escombros de uma casa. Um socorrista estava ali dentro. Era possível ver por entre frestas o brilho da roupa do socorrista.Paramos bem em frente aos escombros e Bartolomeu comentou sobre aquela situação.
- Veja Charles. Ali, em meio ao cenário de destruição, estão dois irmãos encarnados, presos sob a própria casa. Um Irmão socorrista está junto deles, amparando-os. Repare que, apesar de já estar amanhecendo, a luminosidade emitida pela roupa do socorrista é tão intensa que se torna inconfundível com a luz do Sol. Esses dois Irmãos presos deverão ser resgatados pelos próprios moradores do local.
Depois de ficarmos uns dez minutos diante daqueles escombros, na expectativa de ver os encarnados resgatarem os dois que estavam presos, Bartolomeu solicitou para que eu retornasse ao corpo, pois o despertador já estava prestes a tocar.
De fato, cheguei dois minutos antes de tocar o despertador.
Eram 5h58min.
 
Informação sobre o resgate: Irmão Leopoldo
Mensagem recebida em 15 de janeiro de 2011

Nossos Irmãos e Irmãs que participaram dos procedimentos de resgate, durante o desencarne em massa ocorrido na madrugada do dia 13 de janeiro de 2011, desenvolveram trabalhos de grande louvor a Deus.
De forma incansável, praticaram as mais elevadas atividades de amor ao próximo. As equipes chegaram junto aos encarnados que seriam resgatados, poucos segundos antes de iniciar o temporal.
O acompanhamento e o cuidado no ato de prestar os primeiros socorros no momento em que o processo de desencarne estava se processando foi determinante em muitos casos, facilitando a aproximação dos desencarnantes para junto dos socorristas, vistos como mão segura e de amparo.
Todos os resgatados tiveram como destino, primeiro, a base de socorro que está localizada muito próxima a crosta da Terra. Ali foram realizadas todas as necessidades iniciais para a melhora dos Irmãos e Irmãs que deixaram a Terra.
Alguns não perceberam, de imediato, o momento pelo qual haviam passado, acreditando que estavam alojados em algum ginásio da Terra.
Isso ajudou a manter a calma nos corações que perguntavam sobre o destino de familiares que não estavam ali.
Outros resgatados necessitaram passar por tratamentos mais avançados, ainda na base de socorro, pois ocorreram casos onde a caixa torácica sofreu complicações.
Esses Irmãos necessitaram ser hospitalizados na cidade Nosso Lar e partiram junto com o primeiro grupo.
Alguns resgatados necessitaram atenção redobrada e os enfermeiros trabalharam no sentido de acalmar e transmitir a máxima segurança sobre o novo momento.
Ainda na madrugada, pouco antes do amanhecer, a base de socorro já estava contagiada pela alegria das crianças. Muitas delas, depois de receberem os atendimentos necessários, passaram a brincar com muita alegria e desenvoltura. Foram as que melhor se adaptaram à nova situação.
O primeiro grupo de resgatados deixou a base de socorro às oito horas da manhã, ainda no dia 13, quando o aeróbus conduziu-os para a Cidade Espiritual Nosso Lar.
O segundo grupo partiu às oito horas e trinta minutos e o último grande grupo às nove horas.
No local ficou um grupo de dez socorristas para garantir suporte aos que ainda estavam em atividade na Terra.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

DEPOIS DA GAIOLA DAS LOUCAS, A CORRIDA DAS LOUCAS!

Ultimamente, o único programa de TV que venho acompanhando é um reality show. Mas lógico que não é BBB, porque odeio aquilo.
Ando assistindo ao Ru Paul`s Drag Race, ou o abrasileirado Corrida das Loucas.
É um engraçadíssimo reality que imita o America`s Next Top Model, mas com drag queens.
Mesmo sabendo quem vai vencer (porque sou afobado e já achei na net) torço para Pandora`s Boxx e Jujubee.
O que assistimos no canal VH1 é a segunda temporada, mas já estão na terceira, nos USA.Parece que tem futuro... fico imaginando aqui no Brasil o Léo Áquila com um monte de drags dublando Cláudia Leite e Ivete... seria engraçado, se não fosse trágico!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AUTOBIOGRAFIA

QUE POETA É ESTE?

(Affonso Romano de Sant’Anna)
        

Autobiografia:
         -o que vi?
         -o que vivi?
         -ou o que escrevivi?
         Autobiografia: reinvenção autorizada.
         Então lhes digo: outro dia um jornal extraiu de uma conferência minha essas frases: “Vou botar no meu curriculum: - eu vi os Beatles cantarem em Los Angeles e Michel Foucault jantou lá em casa”.  Se o jornal, nossa imagem exterior, destacou isto, é  que isto é mais importante que algumas dezenas de livros escritos. Então, nessa linha, acrescento outras coisas insólitas: eu vi o comunismo acabar: estava em Moscou em agosto de 1991. Ali  ao lado do Kremlin, vi os tanques passando, e como   latino-americano ironizei: “ -Será um golpe de estado?”. Era.   Mais do que isto: era o fim do comunismo, o fim do império soviético  Com Marina, fui ao hotel, calçamos tênis, pegamos uma máquina fotográfica,  e assim larguei o encontro internacional de diretores de bibliotecas nacionais,  e passamos uma semana nas ruas em meio às barricadas  e dentro do próprio Kremlin. Sim, dentro do próprio Kremlin, pois estava programada uma recepção com Gorbatchov que,  preso na Geórgia, não pôde comparecer. Assim, entramos no palácio comboiado por tanques e comemos sanduíches, caviar e refrescos olhando entre as cúpulas e torres mais um dia que se punha sobre a história.
        
         Uma frase  de Randall Jarrel lida na adolescência, até hoje passeia na  minha cabeça: “ amanhã de manhã algum poeta pode, como Byron, acordar famoso -por ter escrito uma novela ou matado sua esposa- não por ter escrito um poema”. Jovem poeta, coloqueia-a naquele ensaio de 1962- “O desemprego do poeta” onde considerava a figura do poeta ontem-e-hoje procurando saídas para minha/nossa aporia.
         Então, vos digo a vós e a mim: minha vida se resume em reachar o emprego da poesia, o (im)possível ponto de intersecção entre o Eu  e o Mundo através da linguagem. O relato desse  exitoso fracasso está no titulo que reuniu seis livros: “ A poesia possível”(1987).
          Sujeito das causas impossíveis, o poeta tem algo a ver com  o que Robert  Desnos dizia: “ são insolúveis, são insolúveis todas as questões que tenho que solucionar”.
Foi isso que, piamente eu  fazia  desde  a adolescência,  quando escolhido, entre seis filhos, para ser  “ministro de Deus” ia pregando o Evangelho nas esquinas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, tentando salvar o mundo.  “Arrependei-vos ó raça de víboras!”. 
Foi isto que estudante, em torno de 1960, nos governos de JK, Jânio e Jango e  nas agitações da União Nacional de Estudantes, utopicamente, fazia com os parceiros do Centro Popular de Cultura: nossa revolução socialista ia salvar o mundo. Éramos  rebeldes com causa, diferentes  de James Dean “Rebeldes sem causa” . Com causa ou sem causa. com a calça jeans.
Mas foi isto que com os grupos de vanguarda, tolamente  repetia: “sem forma revolucionária não há arte revolucionaria”. Que bobagem, Maiakovsky! Por essas e por outras é que curei-me   do messianismo seja  na religião,  seja na política, seja nas artes; e por isto que recentemente publiquei “Que fazer de Ezra Pound” e “Desconstruir Duchamp”.
É isso: um dia a gente sai para conhecer o mundo. Em 1965 deixo  o barroco de Minas para viver na pós-moderna Califórnia.
“Meninos, eu vi”- como diria Gonçalves Dias. O Brasil saindo do progresso iluminista dos anos 50 para a Idade Média da ditadura militar, e aquele inocente mineiro em meio aos hippies de São Francisco, nos “ love in”, nas marchas contra a guerra do Vietname ( “ make love not war”), experimentando a desrepressão erótica, política  e estética.
Vou lhes fazer outra confissão: vou botar também em meu curriculum: salvei a vida de muitos jovens americanos que estavam condenados a morrer no Vietname. Como? Assim: o estudante vinha e dizia:- Professor, se eu tirar menos de sete vão me mandar para a guerra. Claro, eu ajustava a nota. Não ia fazer o sangue  escorrer no quadro negro da história da minha sala..
Desse tempo, poderia botar mais uma coisa no meu curriculum: um dia já bati papo com Gregory Peck. Mas depois de dois anos de fausto californiano,  disse ao chairman do Department of Spanish and Portuguese : “Estou voltando para o Brasil”. E ele com pena daquele jovem que jogava fora uma carreira acadêmica nos States: “Mas você vai chegar lá e vai ter um sargento no lugar do reitor, vão te prender...”  Voltei. Sem nenhum  heroísmo. Atavicamente. Fome de raízes.
E achando, renitentemente, que a poesia tinha alguma coisa a ver com a história, voltei ao Brasil, e fui dirigir o departamento de Letras da  PUC-Rio. Ali, além de trazer Foucault e promover vários encontros nacionais de escritores durante  e contra a ditadura, ocorrreu a  Expoesia- 600 poetas em delírio criativo.  O SNI- Serviço Nacional de Informações registrou: foi a ação mais subversiva da cultura no ano. O mérito é do signo áries. Com este signo escreverei. E me derrotarei, daí- “A grande fala do índio guarani perdido na história e outras derrotas”. Enquanto isto, via minha geração se dispersando: “ um  terço se exilou, um terço se fuzilou, um terço desesperou/ e nessa missa enganosa/ houve sangue e desamor”., 
Ir e vir. Dar aulas  em Koln: o impacto daquela monstruosamente bela catedral e o longo poema daí surgido. Ir e vir: Aix-en-Provence, Texas, Paris, Madrid, Aahrus, Frankfurt, Marrocos, Pequin, Quebec, Dublin, Bogotá, Egito, Grécia, Israel, Moçambique, Nova Delhi, Portugal,Turquia, Índia, Coréia, enfim, o “ mundo é grande, tu sabes como o mundo é grande”- diz Drummond. Mas  com Eça e Pedro Nava , devo confessar, sou apenas um pobre homem dos caminhos das Gerais.
Então, lhe digo, meu caro Manuel Bandeira: eu fui à Pasárgada. Que em mim também virou poema. “Foi preciso que um poeta brasileiro te sonhasse/ e outro aqui viesse para que em ti- Pasárgada, os extremos se encontrassem”. Desembarquei no Irã.    Mas onde o poeta construíra  sua utopia, só vi ruínas. O encontro com a história tem sido uma sucessão de ruínas. Fui e vi nas ruínas de Ciro, Xerxes e Atarxexes  assim como  vi as ruínas também do século XX ali no Wold Trade Center.
-Uma definição (im)possível de poesia?
-Há algo sobre isto   nos títulos  dos meus livros mais recentes: “ Textamentos” e “Vestígios”. Todo escrito é um textamento e, na melhor das hipóteses, só deixamos vestígios
Mas acho que vou mesmo refazer o meu curriculum. Em vez de dizer dirigi por seis anos  Biblioteca Nacional(1991-1996) e foi uma experiência preciosa criar o Sistema Nacional de Bibliotecas, o Proler, exportar literatura brasileira, modernizar a instituição, em vez de dizer escrevi  tantos livros de crônicas, de poemas, de ensaios,  acho que vou assinalar simplesmente: fui à Toscana em lua de mel para comemorar 25 anos de casamento,  e  no castelo de  Gargonza pernoitei no mesmo quarto em que Dante se refugiou quando fugia dos gibelinos.
E refazendo minha vida, vou meter no meio das obras imponderáveis: estive ali na Dinamarca no castelo onde Hamlet perambulava. Olhei-o, examinei-o e o  meu pasmo só aumentava, enquanto com Murilo Mendes corrigia o infausto príncipe. “ A questão não é ‘ser ou não ser’, mas ser e não ser.”

Mas o que eu queria mesmo era ser poeta-menestrel-cantor. Aí, sim recomporia a unidade órfica perdida, quando poesia era corpo, voz, som  e verbo. Bordejei essa vivência cantando no “Madrigal Renascentista” sob a Regência de Isaac Karabchewsky.   Cantei “ The truth is march’in on” para Eisenhower no Palácio Alvorada no tempo de Juscelino. Mas coisa   finíssima foi desfilar na Comissão de Frente da Mangueira no carnaval de 1987, ao lado de velhos sambistas, em homenagem a Drummond. Poesia, povo, música: essas coisas me perseguem.
Para quem iniciou-se sob o signo do “ desemprego do poeta”, a experiência poética durante a ditadura de 1964-1984 foi pedagógica. De repente, o “Jornal do Brasil “ publica numa página inteira, fora da seção literária,  o longo poema “Que pais é este?”(1980).   De repente, nas praias, nos bares, nos clubes, sindicatos, escolas, igrejas, o poema lido e reproduzido aos milhares. O reemprego do poeta e da poesia. Fim do exílio. E a experiência se repetindo uma   dúzia de vezes e sempre a mesma constatação: feita com rigor formal, falando de coisas que interessem a todos, superado o narcisismo e servida no meio de comunicação adequado a poesia tem, como sempre, mais eficácia que a prosa. Daí a pouco a experiência se ampliaria e   faria poemas também para a televisão.
João Cabral disse, em 1945, que o problema dos poetas em nosso tempo é que  ignoram os meios de comunicação ao seu alcance? Pois bem, ele os ignorou.
 Pelo  menos, tentei: a poesia possível.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Amar!, de Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar!  Amar!  E não amar ninguém!

Recordar?  Esquecer?  Indiferente!...
Prender ou desprender?  É mal?  É bem?

Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal

Num plenário esvaziado, apenas com alguns parlamentares, parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, Dom Manuel Edmilson Cruz, impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal.

Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem  em protesto ao reajuste de 61,8% concedido pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.
 
“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.

O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares.
E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte. Fere a dignidade do povo brasileiro que com o suor de seu rosto santifica o trabalho diário.  


FIM DE UM CICLO PARISIENSE...

Chega ao fim  o trono francês da VOGUE! Será que acabará a audácia, a ousadia??
Eis a edição de março de 2011 da “Vogue” Paris (a última de Carine Roitfeld como editora da revista.
Saskia está meio andrógina, para - não - variar essa hiper tendência, com só um risquinho na sobrancelha.
A edição de abril de 2011 será a 1ª com Emmanuelle Alt cmo editora chefe da revista francesa.
(foto de http://msn.lilianpacce.com.br)


Para que ninguém a quisesse, de Marina Colasanti

ADORO LER A FEMINILIDADE DE MARINA COLASANTI. ELA TEM UMA SINTONIA TÃO GOSTOSA COM A ALMA FEMININA...

     Porque os homens olhavam demais para a "sua" mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, "sua" beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
     Agora podia viver descansado. Ninguém olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
     Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
     Um fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em "seus" dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
     Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
     Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.




Dez dicas rápidas para fazer uma boa redação

1) Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.
2) Na dissertação, não use expressões como "eu acho", "eu penso" ou "quem sabe", que mostram dúvidas em seus argumentos.
3) Uma redação "brilhante" mas que fuja totalmente ao tema proposto será anulada.
4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.
5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular.
6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos. Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.
7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada.
8) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema, apresentada sob forma escrita, do que uma simples redação vista como um episódio circunstancial de escrita.
9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.
10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

THE ABSOLUT HUNK!

Quase todos meus amigos são viciados em Absolut e em Sex an the City. Eu também. Acabei de abrir uma pasta do PC onde achei a junção dos dois, num tom  mais que alcoólico!
O just fabulous Smith Jerod, da Samantha, para nenhum beberrão botar defeito.
Mas, em off, eu prefiro Cosmopolitans...ihihihi



AQUELES DIAS...

Todo mundo reclama daqueles dias em que nem deveriam ter saído da cama, porque tudo dá errado!
Comigo, hoje, foi... O CONTRÁRIO!
Na academia, minha esteira favorita estava livre, logo de manhãzinha, antes das 6h30min. Na escola, aulas engraçadas e produtivas, reuniões que funcionam, trabalho que vale a pena.
Tive até tempo de uma sonequinha depois do almoço!
E, quando fui para a faculdade, a aula foi produtiva e falei do que mais gosto: LITERATURA DE VERDADE!
E para acabar bem a noite, uma taça de vinho, pastinhas em torradas e Lady Gaga, já que Madonna está em Berlim e não ficará com ciúmes, 'coz' I burn this way, any way...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LEA-T, LADY-G, GLB-T

Em tempos de alimentos transgênicos e células-tronco, nada melhor para representar a raça humana do que um travesti.
Muitos dizem que ser G, L, B, T, T, T, T,... É ir contra a natureza. Mas se ir contra a natureza é não respeitar a vontade do mundo, por que o homem criou a arquitetura, em vez de morar em cavernas? Por que criou piscinas, em vez de banhar-se nos rios? Por que come nuggets, em vez de galinha frita? SIMPLES: Porque somos criadores, inventivos! O ser humano tem como natureza a diversidade e a capacidade criativa: do mundo, do outro, de si. Por isso, ser travesti nada mais é do que ser humano.
E estamos com essas bonecas por todas as partes. Alexandre Herchcovitch trouxe a brasileiríssima híbrida e andrógina Léa T para representar a liberdade cultural em seu desfile. Lady Gaga gravou seu BORN THIS WAY, canção que celebra a diferença, principalmente as diferenças sexuais. O Big Brother Brasil (sic) trouxe para a TV uma transexual, para criar polêmica...
Mas qual a diferença entre todas essas siglas G, L, B, T, T, T, T...?
Para mim, nenhuma diferença. Todos são da mesma essência e o que decidem ser, qual identidade elaborar, fica por conta da cabeça de cada um.
Como diz minha mãe, “cada cabeça, uma sentença”, mas também acrescento: “uma sentença da própria natureza”, pois somos o que queremos, e não o que podemos.
E se lidar com isso parece difícil, basta-nos tornar fácil. E celebrar o híbrido, o diferente, o que rompe com os paradigmas e mostrar que ser humano é um ser criativo: é TRAVESTIDO pela própria natureza!




domingo, 13 de fevereiro de 2011

Don't be a drag – just be a queen, BORN THIS WAY, by GAGA

Adorei a nova música da Lady Gaga... só perde, até agora, para Bad Romance!
Se ela for inteligente, não copiando Madonna, mas fazendo um Gaguismo autêntico, será a música mais poderosa de 2011!
Sorry Gloria Gaynor, com "I am what I am", mas Lady Gaga fez o hino pós-moderno da vez:

No matter gay, straight, or bi
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive

No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave

I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way


OUÇA AQUI


WORKIN NIGHT AND DAY

Se alguém trabalha muito, sabe o que eu vou falar...

Acordar às 5h40min para ir à academia, depois escola, dar aula, e mais tarde faculdade para resolver problemas...  Isso, 5 vezes por semana, 4 semanas por mês... Lembrando que ainda tenho uma tese de doutorado para fazer, e reza a lenda, uma vida particular, uma agenda de afazeres familiares e uma casa para manter.

Ontem à noite (enquanto trabalhava em casa, fazendo um relatório para a faculdade) vi o clipe "Jump" da Madonna, na TV, e lembrei-me de Andrea Sachs, a coitadinha da assitente da malvada Miranda Priestly, ambas do filme "O Diabo veste Prada". No filme, com uma vantagem de meia hora de sono a meu favor, ela acorda ao som da música madônnica para ir ao trampo, até que horas só o diabo sabe.

E fiquei pensando na minha rotina. Pensei nas minhas necessidades. O que realmente vale a pena, o que tem de ser eliminado, para que eu possa acordar, não importa que horas, e pensar: "hoje será um dia felize calmo, como ontem foi e amanhã será".

Mas acho que esse dia ainda vai demorar um pouquinho para acontecer. Enquanto eu for minha própria Miranda, impondo regras e necessidades proibitivas, exigindo quase o impossível, querendo superar meus próprios limites de workaholic, tenho de me submeter às dores de uma vida de muito trabalho e pouca diversão.

Bem, isso só depende de mim. Sei que sou senhor de minhas escolhas. Não posso culpar outras pessoas nem coisa alguma.

Só me resta, então, acabar esse post e voltar a trabalhar, mas pelo menos, cantando Madonna:

I haven't got much time to waste, it's time to make my way
I'm not afraid what I'll face, but I'm afraid to stay
I'm going down my own road and I can make it alone
I'll work and I'll fight till I find a place of my own


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TAMBÉM TENHO PENAS NEGRAS

Sábado assisti ao filme Cisne Negro – que em português é mais bonito que o inglês "Black Swan". Muito mais do que um filme sobre balé ou doenças mentais, é um espetáculo que celebra a dor de manter-se vivo, a angústia daqueles que sentem o mundo um pouco mais do que os outros.
A personagem Nina, que mergulha no universo de cisnes, tem de se livrar das amarras de uma vida medíocre, massacrada por uma mãe infeliz, tem de buscar algo em sua natureza que, a princípio, parece desconhecido.
Encontrar o lado sombra, o cisne negro interior, é muito difícil. E para aqueles que têm muita sensibilidade, pode ser um ato de morte.
Nina deixou suas penas negras nascerem – quase literalmente, no palco. E,  em função disso, recebeu em troca a iluminação divina do que é perfeição na arte. Mas, irresistivelmente, essa epifania levou-a à morte. Ninguém suporta uma descoberta deste nível.
Penso que quando criei  esse blog, que discute a autoficção, pensava no poder de fazer da vida íntima o universo da arte – e por isso social. Nina faz exatamente o contrário. Carrega as dores da arte para sua privacidade, ingere sua personagem até não aguentar e tornar-se uma autoficçao de si e do outro. Um amálgama impossível, mortal, venenoso.
E envenenado pela trama, pela beleza visual, musical e pela intocável interpretação de Natalie Portman, chorei como se eu estivesse ali, no palco, com minhas penas negras expostas, matando algo dentro de mim que, à Dorian Gray, é como matar minha alma inteira.
no fim, descobri que não há como matar apenas um pedaço. Matar-se é sempre integral, não em partes. Por isso, saí do cinema chorando. Eu era Nina, morta, livre do bem e do mal mortais.