Coisas que tem na net: um blog que tem o meu no meio, como referência. É o http://luizliteral.blogspot.com/.
Coloquei na minha listinha de blogs favoritos, não só porque o dono também é Luiz, mas porque vale a pena! É cheio de indicações muuuito interessantes de Literatura e Gramática.
sábado, 7 de maio de 2011
E EU SABIA A COREOGRAFIA!!!!
Na época, Natasha, com Sympathy for the devil e Madonna com Vogue eram a mesma coisa para mim. Hoje, sei a razão:
VAMPIRO DE UM DENTE SÓ
Eis que há algumas semanas o canal Viva (Viva!) começou a reprisar VAMP. Nada mais traduz minha infância do que essa novela. Eu me sentia um pouco Natasha, Vlad e Sig ao mesmo tempo. Tinha cruzes pelo quarto, só andava com dentaduras vampirescas,chorava sangue de katchup, tomava suco de tomate (que era horrível, mas adorava o visual) e colecionava o álbum de figurinhas como se fossem valiosíssimas jóias de família.
Hoje, revendo a novela, muito mais do que rir de Matoso, o vampiro de um dente só, revivo minha vida pueril, minhas horas de criança que queriam entender o mundo através dos olhos amarelos de um vampiro. Vejo muito do meu barroquismo pessoal, do meu talento para a performance mexicana naquelas cenas.
A cruz de São Sebastião fez de mim um pouco católico, não nego, mas Natasha e Gerald é que, definitivamente, contituíram parte da identidade de um moleque de nove anos, completamente influenciável, e que, ainda hoje, acha que é um pouco vampiro-dramalhão.
Foi com VAMP, com um enredo bobo, simples, sem muito o que contar, com atores bons, cheios de trejeitos debochados e efeitos especiais toscos que eu cresci. Hoje, prefiro outros vampiros, menos caricatos, lógico; mas não perco um capítulo sequer da minha novela. Ou da minha infância?
Hoje, revendo a novela, muito mais do que rir de Matoso, o vampiro de um dente só, revivo minha vida pueril, minhas horas de criança que queriam entender o mundo através dos olhos amarelos de um vampiro. Vejo muito do meu barroquismo pessoal, do meu talento para a performance mexicana naquelas cenas.
A cruz de São Sebastião fez de mim um pouco católico, não nego, mas Natasha e Gerald é que, definitivamente, contituíram parte da identidade de um moleque de nove anos, completamente influenciável, e que, ainda hoje, acha que é um pouco vampiro-dramalhão.
Foi com VAMP, com um enredo bobo, simples, sem muito o que contar, com atores bons, cheios de trejeitos debochados e efeitos especiais toscos que eu cresci. Hoje, prefiro outros vampiros, menos caricatos, lógico; mas não perco um capítulo sequer da minha novela. Ou da minha infância?
FOGO FÁTUO
ACHEI EM MEUS GUARDADOS VIRTUAIS ESTE TEXTO DE ANTIGAMENTE. MEIO FLORBELIANO, É UMA DESENCARNAÇÃO DA DOR, É UM SUPLÍCIO, CARTÁTICO, DE MIM. HOJE ANDO UM TANTO MENOS BARROCO...
Porque, quando as coisas parecem certas, na verdade não estão?
Por que, quando esperamos que, definitivamente, os prumos estão se acertando, eles não estão?
Ser humano é mais difícil do que achar que é ser humano.
Sabe, aquele desespero que é capaz de rasgar a alma, de tirar algumas, ou muitas noites de sono?
Sabe, aqueles sentimentos mesquinhos, de egoísmo, de angústia pela própria felicidade, e somente isso...?
Acho que eu estou desacostumado a me apaixonar. Acho que eu estou precisando retirar algumas ferrugens de meu coração, para poder me abrir completamente, liberando espaço aqui dentro.
Quando tantas situações desagradáveis vêm assolar a alma... quando um mal-estar penetra em mim... o que posso fazer, além de nada? A grande dificuldade que me assola é saber conviver com a incerteza, com a possibilidade de perder. Perder aquilo que, talvez, nem seja meu ainda. Preciso de alguma terapia, de algum remédio, de pílulas para curar essas dores... Porque eu me dôo. Sinto uma dor tão chata, impertinente, que eu se mistura com as ‘borboletas no estômago’.
Por que sempre é mais fácil manter a distância, ou, simplesmente, afastar de vez, do que tentar segurar o touro pelo chifre?
Eu sempre escapo, de forma escorregadia, como uma serpente imersa em azeite, para que ninguém me segure firme.
Mas o problema é meu. E eu não consigo conviver mais com ele. Por que é tão difícil deixar-se prender?
As coisas sempre parecem começar bem, num frêmito de alegria, numa chama que parece ser duradoura. Mas sempre torna-se um fogo-fátuo.
Estou querendo desistir disso tudo, porque ser eu cansa.
Estou tão apático que não consigo me enxergar em frente ao espelho. Olho e vejo apenas um corpo sem significado.
Olho e vejo alguém que poderia ser eu, mas não é. É um eu morrendo. Um eu prestes a desistir.
Mas não gostaria de desistir. Queria tentar alguma coisa, não sei como, não sei porque. Mas preciso.
Como começar?
Sempre procuro ser eu mesmo, mas é o suficiente?
BEIJINHO, BEIJINHO, PAU, PAU
Lady Gaga, minha quarta hipótese histérico-neurótica autoficcional (perde apenas para Madonna, Oscar Wilde e Alexandre Herchcovitch) veio com JUDAS. Muito melhor que Born this way (que só gostei, de verdade, da letra), ela põe o pau psicanalítico para fora, esfrega na boca de Judas e, no final, é apedrejada como a iraniana Sakineh seria. Já para os menos inventivos, seria mais uma Maria Madalena. Mas quem atrai, como sempre, é Jesus Cristo. Um belo exemplo de hispânico cheio de sexy-appeal e que, motociclista, chama todos nós para a garupa cristã. Eu iria! Quase tornei-me católico com esse clipe vindo direto do Vaticano.
Eis, então, a genialidade de Lady Gaga... depois de clonar Express Yourself, ela faz um clipe à Like a Prayer. E depois o autoficcional sou eu...
Gaga, mothermonster, we pray for you!
Eis, então, a genialidade de Lady Gaga... depois de clonar Express Yourself, ela faz um clipe à Like a Prayer. E depois o autoficcional sou eu...
Gaga, mothermonster, we pray for you!
Melhor parte da música:
In the most Biblical sense
I am beyond repentance
Fame hooker, prostitute wench, vomits her mind
But in the cultural sense
I just speak in future tense
Judas kiss me if offenced
Or wear an ear condom next time
sexta-feira, 6 de maio de 2011
DEPOIS DA REGULAMENTAÇÃO, A FESTA!!!
Como muito bem disse Miranda, onde há gays, Liza materializa-se! E nada mais IN do que ela cantando em um casamento... GAY!
UNIÃO ESTÁVEL VOTADA ONTEM - com um resultado que o legislativo já deveria ter dado
Uma amiga escreveu este texto, que gostaria de compartilhar... Acho que resume um pouco o que muitos desejam falar.
Amigos,
hoje é um marco na história do nosso país, por unanimidade a nossa Corte Suprema equiparou a união estável dos homossexuais à união estável dos heterossexuais. Há muito o Gonzaguinha cantava a agonia pela qual muitos passaram. Abaixo vai a letra. Eu proponho um brinde aos "marginais" que deram a cara ao tapa, que sofreram todo tipo de humilhação por suas escolhas, que sofreram violências físicas, verbais e emocionais. Aos que foram abrindo não um caminho, mas uma picada em selva fechada e que foi se alargando por obra dos que vieram atrás e hoje já é uma estrada. Ainda não é uma estrada asfaltada, mas já é uma estrada com alguma sinalização.
Amigos,
hoje é um marco na história do nosso país, por unanimidade a nossa Corte Suprema equiparou a união estável dos homossexuais à união estável dos heterossexuais. Há muito o Gonzaguinha cantava a agonia pela qual muitos passaram. Abaixo vai a letra. Eu proponho um brinde aos "marginais" que deram a cara ao tapa, que sofreram todo tipo de humilhação por suas escolhas, que sofreram violências físicas, verbais e emocionais. Aos que foram abrindo não um caminho, mas uma picada em selva fechada e que foi se alargando por obra dos que vieram atrás e hoje já é uma estrada. Ainda não é uma estrada asfaltada, mas já é uma estrada com alguma sinalização.
Gás Neon
Gonzaguinha
Viver essa longa avenida de gás neon
Portas de ouro e prata
Falsos sonhos nessas noites de verão
Faces coloridas, farsas de alegria
Beijo sem sabor
Gestos clandestinos tontos e sedentos de amor
Espinhos, rosas, risos, pranto e tanto desamor
Corte, cicatrizes, gritos engasgados
Lágrimas de dor
Máscaras no rosto, continua a festa
No sorriso o sal
A orquestra geme as dores do palhaço
Triste marginalAi de quem mergulhar nesse mar de veneno
Nessa lama enfeitada, nesse sangue das taças
Temendo sofrer
Ai de quem quer negar esse mar de veneno
Mil vezes maldito na inconsciência
Das vidas à margem há de ser
Portas de ouro e prata
Falsos sonhos nessas noites de verão
Faces coloridas, farsas de alegria
Beijo sem sabor
Gestos clandestinos tontos e sedentos de amor
Espinhos, rosas, risos, pranto e tanto desamor
Corte, cicatrizes, gritos engasgados
Lágrimas de dor
Máscaras no rosto, continua a festa
No sorriso o sal
A orquestra geme as dores do palhaço
Triste marginalAi de quem mergulhar nesse mar de veneno
Nessa lama enfeitada, nesse sangue das taças
Temendo sofrer
Ai de quem quer negar esse mar de veneno
Mil vezes maldito na inconsciência
Das vidas à margem há de ser
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